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E o futuro do Universo DC está lançado à própria sorte. Nas últimas três décadas, o Universo DC passou por uma crise após a outra, que mudou a sua realidade. Cada um desses eventos teve seu próprio propósito, como simplificar a continuidade, corrigir inconsistências de continuidade ou simplesmente desfazer elementos de crises anteriores.

No entanto, Dark Nights: Death Metal #1, de Scott Snyder e Greg Capullo, dá ao leitor uma razão para a continuidade dessas mudanças, podendo afirmar que este enredo atual pode ser o evento final desse tipo.

Dark Nights: Death Metal será uma série de sete edições, o qual é o ápice de uma história que Snyder e Capullo vêm construindo desde 2011, quando começaram sua temporada em Batman como parte dos Novos 52. Após os eventos de Dark Nights: Metal (2017), e a corrida de Snyder em Liga da Justiça (2018), Death Metal encontra a DCU radicalmente alterada após o encontro da Liga com a força cósmica conhecida como Perpetua na edição n° 39 da Liga da Justiça.

Para o leitor que está perdido ao que ocorre, nada melhor que a explicação dada por Wally West, o ex-Kid Flash que agora está se aproximando da divindade, em uma conversa com a Mulher Maravilha. No final da recente série Flash Forward (Flash Adiante, em tradução livre), Wally ascendeu ao seu estado mais poderoso em que toma posse da Cadeira Moebius reforçada pelo Dr. Manhattan, assim começando a viajar pelo multiverso.

De acordo com Wally, que aprendeu como a natureza do poder e as forças do bem e do mal, funcionam dentro da realidade, tem-se que toda a energia está essencialmente polarizada em duas forças opostas. O herói descreve energias positivas, como as encontradas na Força de Velocidade e no espectro emocional do Corpo dos Lanternas, como sendo “conectivas”, as quais se unem as pessoas e suas histórias, dando coesão entre elas e seu passado, presente e futuro. No outro lado, temos as energias de “crise”, como a magia do caos e o princípio da anti-vida, os quais criam ruptura, ao invés de coesão.

Wally explica que seres como Perpétua, moldam a realidade, criam multiversos através da energia positiva, contudo, a própria Perpétua criou o multiverso recente com a energia da crise. Quando seus colegas criadores descobriram o que ocorreu, aprisionaram-na dentro da Muralha da Fonte, o qual seus desejos destrutivos ecoaram por todo o multiverso. Tais pensamentos foram captados por seres como o Anti-Monitor e Parallax, que agiram em pró de seus desejos na reformulação do multiverso e inauguraram os eventos mostrados em histórias como Crise nas Infinitas Terras e Hora Zero.

Perpétua foi inadvertidamente libertada, na derrota dos Barbatos do Multiverso Escuro para a Liga, em Dark Nights: Metal, o qual a equipe armada pela poderosa Quintessence, somada ao total das energias positivas do multiverso, lutou contra ela que estava armada com a totalidade de suas energias de crise. Wally narra também como o resultado da batalha invisível queimou o sol e, presumivelmente, inaugurou a realidade atual da DCU vista em Death Metal #1.

Após saber tudo isso, Mulher Maravilha propõe criar um tipo diferente de crise, uma que usaria as energias positivas da união dos heróis, sendo intitulada por “Anti-Crise”. Mas como essa energia seria diferente de suas antecessoras? Como a utilização de energias opostas remodelaria a realidade desta vez, de uma forma diferente daquelas passadas?

A resposta para tais questionamentos está no fato de que uma anti-crise provocada pelas energias positivas descritas por Wally, seria mais coesa e/ou estável. Um multiverso nascido de energias destinadas a ser duradouro e vinculante seria um que poderia suportar melhor as devastações de outra ameaça que poderia alterar a realidade.

Por fim, vemos que ao contrário dos eventos anteriores já apresentados (Crise nas Infinitas Terras (1985), Crise Infinita (2005), etc.), Dark Nights: Death Metal está procurando expandir o Universo DC, o qual Snyder descarta a ideia de que apenas a restauração importa e que o passado está morto, ele olha para todo o potencial do aspecto que sempre definiu a DC Comics, que é o Legado. Não apenas o legado de seus personagens, e sim o legado da história da publicação da DC, de seus contadores de histórias, de cada objeto envolvido no meio.

Portanto, este novo evento será a promessa de novas histórias e redescobertas do velho, sem vergonha de que mostrar que apenas o presente importa, sendo assim uma carta de amor de Snyder e Capullo para a DC Comics e seus criadores como Grant Morrison, Frank Miller, Geoff Johns, George Perez, Denny O’Neil, Jack Kirby, Neil Gaiman, Alan Moore, entre outros.

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