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Crítica – Descendentes 3 “a solução não é dividir e sim unificar “

Filme mostra que nem tudo é fácil no mundo de contos de fadas.

A Disney lança no dia 9 de agosto o terceiro longa da franquia de sucesso Descendentes, o Cabana já assistiu e conta tudo do filme .

Na trama, os personagens Mal (Dove Cameron), Evie (Sofia Carson), Carlos (Cameron Boyce) e Jay (Booboo Stewart) retornam a ilha dos perdidos onde todos os vilões e seus filhos estão presos por uma barreira mágica, o grupo vai até lá para trazer mais 4 filhos de vilões para estudar em Auradon, prometendo fazer disso algo constante dali para frente, isso acontece em um empolgante e bem coreografado número de abertura com “Is Good to be Bad” .

Porém ao saírem da ilha com os 4 escolhidos e abrirem a barreira alguns vilões conseguem escapar, Mal que agora é rainha de Auradon ao lado de Ben precisa lidar com o medo dos pais do noivo (Bela e a Fera) que mais vilões escapem da ilha, é então que Mal precisa fazer uma escolha drástica, e decide por fechar a barreira para sempre, fazendo com que nenhuma criança ou adulto saia jamais.

Com essa analogia simples, Descendentes consegue tocar em pontos tão pertinentes no mundo atual como fronteiras e soberania de povos.

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Quando Mal se vê sozinha por tomar essa decisão, a garota que sempre pertenceu aos dois mundo – Ilha dos Perdidos e Auradon – percebe então que a saída para o problema é a construção de pontes e não de muros, uma mensagem clara da necessidade de união de povos.

Assim, como seus antecessores, o filme é um musical, e são as músicas que juntamente com coreografias bem ensaiadas criam um equilíbrio que te prende a trama.

Um dos pontos positivos no filme é a variedade de estilos e arranjos para os números musicais, que fogem do padrão pop tão comuns em filmes da Disney Channel, são adicionadas batidas de rap e rock em certos momentos.

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Neste longa conhecemos mais a fundo alguns personagens, como Mal, aspectos do passado da adolescente serão muito importantes na trama, a personagem se vê em um conflito interno entre a posição que precisa ter como rainha de Auradon, e sua origem na ilha dos perdidos, trazendo a tona a questão de pertencimento aos dois mundos e mostrando que nem sempre as coisas são preto no branco, existem mais tons de cinza do que imaginamos.

Conhecemos mais da personalidade de Evie (Sofia Carson) e de Umma (Chine Anne MClain), o que sonham pro futuro e seus ideais, a participação de Umma e seus capangas exemplifica a grande mensagem da franquia, de que você não precisa ser e agir como um vilão porque é filho de um, você pode escolher ser bom.

Novos personagens são apresentados, como Hades (Cheienne Jackson), um personagem que te cativa a todo momento e que deve ser mais explorado caso haja uma sequência para a franquia, assim como Célia Facilier (Jadah Marie).

Descendentes 3 além de ser um filme cativante, reforça a grande mensagem que a Disney quer passar com a franquia, uma mensagem de união, que a solução não é dividir e sim unificar.

Descendentes 3 estreia em 9 de agosto no Disney Channel

6.5

6.5/10

Pros

  • Números bem coreografados
  • Novos personagens

Cons

  • Alguns personagens não são bem aproveitados
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