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CRÍTICA – Green Book: O Guia

Por se tratar da década de 60, o filme toca muito na questão do preconceito racial e os diálogos entre os personagens são fantásticos.

Um filme baseado em fatos dirigido pelo diretor da maioria dos filmes de comédia romântica dos anos 90 e inícios de 2000 que você já conhece de cor. Peter Farrelly dirigiu “Debi e Loide”, “Quem vai ficar com Mary?”, “O Amor é Cego”, “Eu, eu mesmo e Irene”  entre outros filmes.

Green Book é um filme de roadtrip, amizade, orgulho, preconceito, palavrão e música boa estrelado por Mahershala Ali (Moonlight, True Detective) no papel de Don Shirley, um pomposo pianista negro, componente de um trio famoso e Viggo Mortensen (Nosso eterno Aragorn – Trilogia Senhor dos Anéis) como Tony Vallelonga, o cara italiano com cara de mafioso que resolve tudo e ainda dirige o carro com o pianista pela tour no Sul dos Estados Unidos.

Durante 2 meses esses dois personagens peculiares e com nada em comum compartilham um carro e as vezes hotéis e aprendem um com o outro a respeitar e entender os problemas e preconceitos pelos quais todo ser humano vive.

Por se tratar da década de 60, o filme toca muito na questão do preconceito racial e os diálogos entre os personagens são fantásticos, é quando se percebe que a vítima pode também estar oprimindo… ou quando o opressor é só uma pessoa mal formada pela sociedade e tem conserto. É difícil julgar aqui, mas creio que o filme abranja todo tipo de preconceito, então que cada um se identifique à sua maneira e tire conclusões conforme lhe tocar.

É o tipo de filme que prende a sua atenção na história, deixando a fotografia só fazer parte do enredo. É bem dirigido, não tem grandes planos e tem toques de humor característicos das comédias românticas do diretor, mas aqui voltados para a amizade.

Não há grande transformação de personagem, plot twist ou algo forte. Mas é um filme contínuo, sem barrigas e coeso. Gostoso de assistir.

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Lembrando aqui que o diretor tem carreira em comédia, algumas “piadas” no início são características de pensamentos da época, mas rir delas hoje… sabendo do mundo em que vivemos dá um certo desconforto. Mas lembremos: é um filme retratando uma época, não o real pensamento de quem escreveu ou dirigiu.

Vale aqui destacar a presença de Linda Cardellii como a esposa de Tony. Uma atriz que já tem vários trabalhos e muita gente não reconhece. Trabalhos como “Freaks and Geeks”, “Scooby Doo- o Filme” e mais recentemente a série da Netflix “Bloodline”. Sua participação não é grande, mas é importante.

Vencedor de grandes prêmios e forte candidato a melhor filme no Oscar, Green Book é um filme que definitivamente merece o seu ingresso.

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(L to R) MAHERSHALA ALI and VIGGO MORTENSEN star in Participant Media and DreamWorks Pictures’ “Green Book.” In his foray into powerfully dramatic work as a feature director, Peter Farrelly helms the film inspired by a true friendship that transcended race, class and the 1962 Mason-Dixon line.

Independente das pequenas controvérsias que o filme tem gerado, só por existir ele pode te tocar e causar uma pequena mudança ou acender uma faísca.

E se você chegou até o final desse texto… é porque algo te interessou. Então…

Green Book estréia dia 24 de janeiro.

Green Book: O Guia

8

Nota

8.0/10

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