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cinema

Crítica | Mulher-Maravilha 1984 “Um dos melhores filmes da DC”

Gal Gadot continua extraordinária em sua performance, com uma atuação que se destaca em todas as cenas

Wendy Stefani

15 de dezembro de 2020

Mulher Maravilha 1984

Mulher-Maravilha chegou em 2017 trazendo uma originalidade forte e cheia de representatividade nas produções cinematográfica, apresentando um universo único das Amazonas e com Gal Gadot se destacando ao dar vida à heroína do novo universo cinematográfico da Warner/DC – o que rendeu bons resultados com a escolha da diretora Patty Jenkins, que acertou ao optar por um caminho simples na história do longa.

E agora, após um período conturbado e cheio de adiamentos devido a pandemia do coronavírus, um dos lançamentos mais aguardado pelos fãs da DC chegou: Mulher-Maravilha 1984. O longa traz ação, drama, romance e aventura, recheando cada cenário com as tendências da moda e costumes dos anos 80.

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O filme já começa com cenas de vivência da infância de Diana. São flashbacks apresentando as competições das Amazonas na ilha de Themyscira. Neste início, as cenas são envolventes mostrando a Rainha Hipólita (Connie Nielsen) e a tia de Diana, a General Antíope (Robin Wright), destacando a força e justiça que permeiam essas guerreiras e que moldou os princípios que Diana carrega em sua trajetória e escolhas futuras. Mas, infelizmente, o longa não aposta profundamente na relação de Diana com as guerreiras, o que pode ser um pouco decepcionante.

O restante do longa apresenta os acontecimentos depois do primeiro filme, onde Diana está vivendo nos anos 80 e já se adaptou às mudanças passadas pela humanidade. Além disso, ela começa a ter uma atuação mais presente, mas discreta, como podemos ver ao longo dos trailers que foram mostrados na divulgação do filme.

As tendências e estilos da época estão presentes em cada cena – um ponto maravilhoso para a direção de arte. Os estilos aparecem através das vestimentas, comportamentos, estilo musical dançante como Flash House e as cores vivas que são um ponto-chave da época e se destacam.

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O enredo apresenta vilões cheios de desejos, que mergulham em abismos obscuros em busca de oportunidades e esperanças de ser tornar algo ou alguém. Essa é uma sacada inteligente, pois os humaniza e os aproxima da realidade do espectador, mostrando que qualquer um pode se deixar levar pelas circunstâncias e se tornar um vilão. Destaque para o vilão Maxwell Lord interpretado por Pedro Pascal, fazendo uma interpretação primorosa de um personagem clássico da DC, que aparece como um empresário vendendo sonhos e uma história que ele não tem como sustentar.

Gadot continua extraordinária em sua performance, com uma atuação que se destaca em todas as cenas. É impossível não criar expectativa em sua atuação e a atriz se mostra ainda mais à vontade com a personagem, o que traz muito realismo.

O piloto e par romântico de Diana está de volta na sequência. A química entre Gal Gadot e Chris Pine continua boa, com a heroína apresentando para Steve Trevor os novos hábitos da humanidade, o que cria um divertido paralelo com o primeiro.

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As cenas de ação envolvendo a nossa Princesa são poucas e você pode sentir falta delas no decorrer do filme. Entretanto, pode-se destacar a última luta: muito boa, a fotografia nela ficou espetacular. Além disso, conseguiram inserir um momento dramático satisfatório, carregado de uma dose de atuação que conseguiu unir fotografia, direção, talento e reflexão.

O filme destaca a importância de entender ganhos e perdas que são consequências de nossas escolhas. No final, Mulher-Maravilha 1984 é um dos melhores longas do Universo DC nos cinemas.

Mulher-Maravilha 1984 estreia dia 17 de dezembro (com sessões antecipadas no dia 16) nos cinemas.

Mulher-Maravilha 1984

7

Nota

7.0/10

Pros

  • Direção
  • Direção de Arte
  • Gal Gadot
  • Pedro Pascal

Cons

  • Pouca Luta

Apaixonada pelo mundo Nerd. Se perde em páginas de livros. Feminista e luto contra todos os tipos de exclusão racial e social.

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