003 Druk Mads Mikkelsen Photo Henrik Ohsten

Especial Oscar: Conheças os filmes estrangeiros concorrendo na premiação

Saiba mais sobre todos os representantes internacionais no Oscar 2021 e entenda o favoritismo absoluto de um deles.

É sempre bom ver a representatividade de filmes internacionais em uma premiação norte-americana. Nos últimos anos, o valor que a categoria tem vem gradualmente aumentando – culminando no ano de 2020, em que “Parasita” venceu a categoria de melhor filme do Oscar (além de desbancar inúmeros blockbusters em outras categorias). Existe um significado importante nisso, no entanto, é preciso entender que os anos se passam e o mundo segue adiante. 

Chega o próximo ano e, mais uma vez, um representante de filmes internacionais está concorrendo a múltiplas categorias no Oscar 2021, incluindo a mais cobiçada da noite.

  • Druk – Mais Uma Rodada

O longa internacional que também concorre a melhor filme, é uma obra dinamarquesa dirigida por Thomas Vinterberg. Conta a história de um grupo de professores de ensino médio que passam a ingerir um pouco de álcool para viver ao decorrer do dia. O filme é para todos os tipos de espectador – mesmo que aborde um aspecto da cultura dinamarquesa, o longa é universal em sua discussão e pode ser compreendida (se relacionar) com a realidade da maioria dos locais do globo. Por esse filme, o diretor é indicado a melhor diretor pela segunda vez em sua vida – para maiores detalhes, leia a crítica do cabana de “Druk” e confira o trailer abaixo.

  • Better Days

O filme que representa Hong Kong, “Better Days” (no original, “Shaonian de ni”), é um caso curioso. Por uma diferença cultural, este longa tem características inusitadas quando analisado da perspectiva ocidental. O filme consegue executar muito bem uma mistura entre o gênero de ação/crime com um romance. Voltado para um nicho mais específico, “Better Days” é um filme que se sai muito bem com um público mais jovem e agrada ao espectador – principalmente ao aficionado pela cultura oriental. O filme é dirigido por Derek Tsang, sendo essa sua primeira nomeação ao Oscar.

  • Collective

É o mais diferente da categoria por ser um documentário. Realizado na Romênia por Alexander Nanau, o filme gira em torno de um grupo de jornalistas investigativos em um jornal romeno durante a investigação de fraudes na saúde pública, corrupção e má administração. Do ponto de vista jornalístico, o documentário é uma inspiração. Ele trata de assuntos difíceis, mostra personagens muito reais e tem uma mensagem política muito clara. O diretor romeno também tem aqui sua primeira indicação ao Oscar.

  • The man who sold his skin

É um bota o nome da Tunísia no páreo de filmes internacionais pela sétima vez. A diretora e roteirista do longa é Kaouther Ben Hania, sendo essa sua segunda indicação a categoria. O longa é um drama muito interessante sobre um refugiado sírio que, por necessidade, permite que um tatuador transforme o seu corpo em uma tela. A discussão do filme aborda conceitos do que é a arte no mundo contemporâneo, a futilidade dos consumidores e surpreende por sua fotografia inventiva. Da lista dos nomeados, “The man who sold his skin” é certamente o filme mais intelectual da lista, podendo não agradar a todos os públicos. O longa conta com a presença da atriz italiana Monica Bellucci.

  • Quo vadis, Aida?

Por último temos um representante da Bósnia e Herzegovina. Dirigido e escrito por Jasmila Žbanić, o filme é um triste drama-político que conta a história de uma mulher nos anos 1990, durante a invasão da Sérvia na Bósnia, que quer encontrar uma forma de salvar sua família do genocídio em massa que aconteceu. Para aqueles que não têm a informação pregressa, o filme faz o seu papel em expor a situação, mas é muito mais forte para quem tem o conhecimento histórico-político. Apesar de tudo, a sensibilidade da diretora é visível ao tratar de sua protagonista principal, fazendo com que o espectador empatize de cara com ela. Essa é a primeira indicação ao Oscar que Jasmila recebe.

Dentre os filmes indicados, todas as tendências apontam para que “Druk” leve a estatueta para o solo dinamarquês. O filme conta com o ator dinamarquês mais consagrado em Hollywood, Mads Mikkelsen, além de ter uma mensagem social de grande apelo universal. Por isso, é extremamente provável que vença a categoria no ano 2021 – a não ser que uma grande zebra aconteça. A zebra, aqui, seria o bósnio “Quo vadis, Aida?” por sua forte mensagem e excelente execução. Ainda que os outros não possuam tantas chances como esses, todos os filmes na categoria são excelentemente bem executados e merecem as indicações.

Prepare a pipoca, sente no sofá e assista aos filmes que conseguir – é certeza de uma boa experiência. Faça as suas apostas e acompanhe a cerimônia do Oscar 2021 – se ganhar uma grana seguindo os conselhos dados aqui, dívida com a gente um dinheirinho porque não tá fácil pra ninguém. 

A premiação acontecerá no dia 25 de abril.

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