Lanterna Verde | Como os heróis pararam em Star Trek

Quem se lembra desse inusitado crossover entre Lanternas Verdes e Tripulantes da nave Enterprise?

Há muitas semelhanças entre os Lanternas Verdes da DC Comics e a Frota Estelar de Star Trek, uma vez que ambos operam no espaço, são estruturados por cores, assim como possuem, proeminentemente, características de organizações militaristas maiores que a própria vida.

Apesar de suas longas existências, foi apenas entre os anos de 2015 e 2016 que os grupos realmente se cruzaram, surgindo lado a lado em Star Trek/Green Lantern (Jornada nas Estrelas/Lanterna Verde) de Mike Johnson e Angel Hernandez’s. A primeira parte da obra, intitulada como “The Spectrum War (A Guerra do Espectro)”, é essencialmente lida como uma versão alternativa do evento A Noite Mais Densa de 2009, no qual Nekron exterminou o Universo DC.

No entanto, antes que Nekron obtivesse a vitória total, Ganthet criou um portal para uma versão da linha do tempo do universo de Star Trek, enviando assim os seis anéis de energia através dele, que também “levaram” um número de lanternas sobreviventes. Vários personagens da tripulação da nave Enterprise receberam seus próprios anéis de poder, que se uniram aos lanternas restantes para derrubar o inimigo no planeta morto Vulcano. Durante sua batalha com Nekron, Spock se torna um Lanterna Branco, utilizando todos os anéis de seus compatriotas, sendo a equipe finalmente capaz de derrubar o vilão de uma vez por todas.

A próxima parte do crossover foi “Mundos Estranhos”, em que vários personagens da DC retornaram ao universo de Star Trek, juntamente com alguns vilões como Sinestro. Eventualmente, um certo fugitivo obtém um anel lanterna vermelho, que o leva a outro confronto com a tripulação da Enterprise e seus aliados.

Durante a batalha, Capitão Kirk é quase morto por Khan, no entanto, em uma grande reviravolta, o herói recebe um anel do Lanterna Verde que lhe permite derrotar seu adversário. Na conclusão deste crossover, os lanternas restantes junto a tripulação da Enterprise partem para procurar outras fontes de energia e planetas, começando com o planeta natal do Superman, Krypton.

É notório que parte do trabalho de Johnson e Hernandez visa explorar os efeitos da tecnologia dos Lanternas no mundo de Star Trek, com os tripulantes recebendo seus próprios anéis, principalmente Chekov, Uhura e McCoy que foram escolhidos, respectivamente, pelos anéis Azul, Violeta e Índigo, o qual ao longo da trama, se provaram capazes da grande esperança, amor e compaixão que seus respectivos anéis simbolizam e desenham.

Há de destacar que em sua grande parte, esse inusitado crossover fornece variadas interações novas entre os universos, havendo momentos em que o Capitão Kirk e Hal Jordan aparenta serem “espíritos semelhantes”, principalmente quando Spock observa sobre como ambos agem sem pensar.

Logo, a parceria entre os heróis e os tripulantes da Enterprise beneficia ambas as partes de maneiras intrigantes, provando que as duas franquias funcionam muito bem juntas.

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