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Kezia KA

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A disrupção de Call of Duty Modern Warfare chegou ao meu conhecimento em dezembro de 2019 quando teve seu anúncio veiculado em Call of Duty: Mobile, jogo no qual eu estava ligeiramente viciada. 

Call of Duty: Mobile tinha sido lançado um pouco mais cedo naquele outubro e eu havia jogado desde a beta. O porquê? Porque eu achei o jogo bonito e além do mais ele era extremamente prático, com modos rápidos, desafios divertidos e recompensas valiosas.

Os gráficos e a engine estavam a frente do que se tinha no mercado na época e eu, que sempre gostei de jogos bonitos, me vi ansiosa com o próximo passo. Apesar das imensas atualizações na temporada 2, faltava algo ao meu ver. E esse algo chegou em dezembro daquele ano, dentro do CoDM quando vi o anúncio da temporada 1 de Call of Duty: Modern Warfare. 

Meu principal problema com o jogo mobile era o modo Battle Royale. De acordo com as minhas expectativas, não haviam grandes atualizações ou melhorias, e eu acabava jogando o mesmo estilo de jogo sempre. Call of Duty: Mobile apenas ganhou um novo mapa de BR na sua temporada 11, com a chegada de Alcatraz. Antes disso, apenas a expansão do mapa clássico Isolated com novas áreas.

Meu marido, que sofria do mesmo vazio, havia compartilhado um um rumor que o Modern Warfare poderia ganhar um Battle Royale no futuro, e isso foi o fator decisivo para comprarmos o título.

Hoje, com o lançamento do Call of Duty: Black Ops Cold War – jogo que participei da Alpha e Beta –  consigo ver claramente o que me encantou no Call of Duty: Modern Warfare e me faz sentir saudades da sua era, mesmo antes dela acabar.

Gráficos e Engine: Apesar de ter conhecido a franquia em 2013, Call of Duty nunca fez meus olhos brilharem. No MW, o visual das partidas, em adição aos elementos de movimento da engine, fazem parecer que aquilo acabou de ser transmitido via gopro no capacete de algum agente especial que vemos em filmes. É realista. É moderno. É o que o jogo se propôs a fazer: Uma guerra moderna.

Transações: Apesar de ser um jogo pago, o Modern Warfare tinha transações mais justas, ao meu ver,  em comparação ao jogo mobile da franquia. Sei que não é algo passível de uma comparação detalhada, mas como consumidora, senti meu dinheiro sendo mais valorizado dentro do MW, com bundles e o sistema de passe de batalha.

Impossível falar de Modern Warfare e não falar de Warzone, o battle royale grátis da franquia. Uma inovação no mercado, com suas armaduras, gulag, loadouts, sistema de compra e contratos. Warzone não achou um lugar dentro do mercado de BRs, ele criou seu lugar, que rapidamente foi consolidado por uma base de players que só cresce, são mais de 75 milhões hoje.

O que eu quero dizer é que, mais do que um jogo com gráficos bonitos, Call of Duty Modern Warfare foi a porta de entrada para toda uma nova geração de jogadores, que me inclui. Eu e vários tantos outros velhos amigos e novos amigos feitos por causa do jogo. E sim, apesar do Warzone ter números incríveis, o Modern Warfare tem seu mérito, pois:

  • Ele foi o multiplayer de Call of Duty mais jogado nos primeiros 50 dias desde o lançamento em seis anos;
  • Em Novembro de 2019, Modern Warfare se tornou o jogo mais vendido de 2019 nos EUA;
  • Ainda em novembro de 2019, alcançou $ 1 bilhão na venda por distribuidores em todo o mundo;
  • 500 milhões de horas de multiplayer jogadas nos primeiros 50 dias.

Modern Warfare não é perfeito, mas foi o respiro de modernidade – não apenas no nome –  que a franquia estava precisando em um mercado que está fervendo, principalmente em 2020. Vemos que os títulos que não conseguem se reinventar ficam limitados a sua base fiel de jogadores, o que não é ruim, é uma forma de conduzir as coisas, mas é algo que a maioria das empresas não quer. Afinal de contas, existe todo um interesse financeiro para que o jogo alcance um mercado mais abrangente. 

Modern Warfare é um jogo plural, que pode não agradar totalmente sua fanbase, mas que te recompensa com a progressão e evolução. Eu comecei a jogar sem conseguir chamar um personal radar por meses e hoje, não pego nukes, mas fico muito feliz quando consigo alcançar uma série de pontuação para o joggournout. Essa história se repete com outras tantas pessoas que começaram a jogar Call of Duty a partir de 2020. Não pode ser a toa que o projeto de um Battle Royale grátis tenha sido lançado durante a vida útil  deste título. 

As vezes é difícil analisar tudo isso sob um aspecto de quem começou a acompanhar a franquia apenas em 2019, sem as referências dos outros títulos, e é exatamente este meu presente ao Modern Warfare, a minha história.

Como comunicadora, acredito que o feedback é algo extremamente importante para uma relação saudável e é isso que eu tenho a oferecer em retorno às várias horas de entretenimento no Modern Warfare: A história da minha jornada do consumidor

Feliz aniversário, MW. 

Parabéns pelo ótimo ano e vida longa ao Warzone.

Produtora de conteúdo sobre jogos da franquia Call of Duty. Twitteira nas horas vagas e profissional de marketing digital e e-commerce. Twitch ~> kezia_ka

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