Arlequina

Resenha | Arlequina: Se Jogando na Cidade

O selo Novos 52 trouxe uma Harley Quinn girl power que estava faltando nos quadrinhos.

Integrando os Novos 52, da DC Comics, a personagem queridinha do público, Harley Quinn, ganhou em 2013 sua revista mensal nos EUA, com direito a capa dura nas suas primeiras 12 edições. 

A primeira HQ, e minha favorita, é Arlequina: Se Jogando na Cidade e, por isso, hoje falaremos sobre ela. Não é atoa que o quadrinho atingiu o sucesso entre os norte-americanos. 

Arlequina Capa

Temos uma parceria de peso com a Amanda Conner (Vampirella – Grandes Mestres) e seu marido Jimmy Palmiotty (Flash da Terra – 11), que deixa tudo com extremo equilíbrio e capas geniais, além de dar doçura na medida certa a Harley, sua veia cômica e seu jeitinho psicótica sempre presentes, além daquele humor ácido que te faz rir dos maiores atos de violência que podem existir . 

A HQ começa com a Conner fazendo ironia com a hipersexualição da personagem ao longo dos anos e mostra que ela está em busca de seu próprio protagonismo. 

A partir desse ponto, essa matéria contém spoilers

Harleen Quinzel se descobre herdeira de um antigo (e finado) paciente e muda de cidade, se dirigindo a Coney Island para iniciar sua nova vida, com superação (nem tanto) de seu término com o Coringa. Chegando no endereço, Harley descobre que é a mais nova proprietária de um prédio onde abriga uma turma tão maluca quanto ela. Seus novos inquilinos e amigos se tornam com muita facilidade o elenco para a história perfeita. 

Nossa lunática, tenta voltar a sua vida como o alter-ego de Dra Harleen Quinzel para pagar as contas de mulher adulta e emancipada, porém precisa lidar com caçadores de recompensa em massa que querem o prêmio que foi oferecido por sua cabeça. Mas não pense que a história fica somente nisso, Harley ainda lida com suas batalhas pessoais, seu zoológico, sua solidão, guerra entre espiões da terceira idade, e sim, vamos vê-la em seu time local de roller derby, arrasando (literalmente) como sempre. 

Harley ganha a companhia mais esperada da sua melhor amiga, Pamela Isley, ninguém menos que a Hera Venenosa. Encontramos nelas diversão, cumplicidade e aquele affair lésbico que amamos e torcemos sempre para rolar. 

Durante a trama você vai notar que o suspense de descobrir quem está por trás da recompensa te mantém preso de uma forma totalmente positiva a história e não decepciona no final. 

Quando assisti Aves de Rapina no cinema, percebi inúmeras referências fiéis a HQ (entre outras da mesma série) e fiquei muito feliz com esses detalhes em live action. Espero que a DC continue com esse ritmo e que consigamos encontrar equilíbrio perfeito entre a HQ e o filme. 

A HQ tem a capa dura, a diagramação impecável, e como havia comentado, no início temos a ironia da Conner falando sobre a história da Harley nos quadrinhos, sua evolução e hipersexualização. No final temos capas incríveis de ilustradores como Adam Hughes (Star Wars) e Stephane Roux (Batman: Origens Secretas) e uma história repaginada extra, nessa edição foi a publicada em 2014 no Harley Quinn nº 8, que é igualmente divertidíssima. 

Pra finalizar, adorei a forma como a história trata o protagonismo da Harley, o feminismo, a força da personagem e tudo isso sem a hipersexualização dela, que sim, é uma personagem sexy naturalmente, mas que não precisa ser apresentada de forma vulgar e apelativa como vimos durante anos a fio. Arlequina: Se Jogando na Cidade está longe de ser motivo do que muitos chamaram de fracasso dos novos 52, recomendo a você que leia, se divirta e me conta sua opinião sobre ela. 

Arlequina: Se jogando na cidade está a venda na Amazon. Você pode adquirir clicando aqui.

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