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Resenha | Armacell – Primeiro Impacto

Livro explora o comportamento da humanidade frente à comprovação de vida extraterrestre.

Existem seres fora da Terra? Essa é uma pergunta recorrente que até hoje não teve uma resposta clara. Apenas teorias. Muitas pessoas se apoiam na vastidão do universo para crer na existência de extraterrestres. Armacell é mais uma obra que vem questionar como seria o contato de um alienígena com a raça humana e como esta se portaria diante de recursos nunca vistos.

Armacell – Primeiro Impacto é um livro escrito por Roberto Gouvêa, que está em fase final de arrecadação no site de crowdfunding Catarse. O livro já arrecadou 64% da meta na campanha tudo ou nada. Quem gosta de sci-fi não pode deixar de ajudar o autor a trazer este texto para o formato impresso. Para colaborar, basta clicar no título grifado.

CAPA 01

Roberto Gouvêa começou a se dedicar ao Armacell quando passou por um problema de saúde que o obrigou a ficar em casa. Sua bagagem como jogador de RPG, fã de heavy metal e filmes de ação com certeza se traduziu nas palavras que o autor utilizou para esculpir a história. Fãs da cultura pop perceberão algumas referências.

Armacell começa introduzindo alguns personagens que participarão ativamente da trama. Logo em seguida, o livro apresenta uma sonda espacial chamada Andrômada, que foi perdida há 60 anos, e que reaparece na órbita da Terra trazendo uma vida alienígena. Por causa disso, os países se unem para combater a invasão, produzindo em conjunto a tecnologia necessária para enfrentar o inimigo comum.

Os amantes de ação e aventura encontrarão em Armacell um prato cheio, pois o autor soube escrever cenas eletrizantes que aumentam a adrenalina do leitor ao mesmo tempo que mexe com suas expectativas. E sem perder de vista o fator mais importante, que é a alteridade do ser humano em se deparar com uma vida fora da Terra, mesmo isso não sendo surpresa para todos os personagens…

A obra é muito bem escrita e fluida, mas leva um tempinho para engatar na trama, porque primeiro apresenta os personagens principais que a articularão. Mas apresentar não significa monotonia, e sim mostrar alguns fatos que impeliram aquelas pessoas a participar do enfrentamento aos aliens.

A trama se firma com o reaparecimento da sonda Andrômeda, quando também começa a aparecer os questionamentos que o livro propõe. Em primeiro lugar, o autor discute se as superpotências mundiais já não estão a par da vida extraterrena.

“Há alguns anos, o Comando já desconfiava da existência de vida alienígena no espaço, tendo inclusive interceptado algumas mensagens”

Ele traz essa questão através de alguns personagens poderosos, como presidentes, que manifestam pouca surpresa ante esta comprovação. Isso fica ainda mais evidente quando as pessoas comuns descobrem que os poderosos já estavam se preparando para essa situação.

Livro deitado

O leitor também poderá destacar a questão mais repetida no mundo ufológico, que é a comprovação de vida extraterrestre. Mesmo com algumas figuras importantes nada surpresas, o autor soube colocar a alteridade dos demais personagens de maneira bem natural. E essa situação trouxe nova reflexão: os países se uniriam para enfrentar uma ameaça alienígena? Roberto Gouvêa crê que sim, pois é exatamente isso que ele escreve. A Terra somente seria uma força párea à extraterrena se seus habitantes estivessem unidos.

Isso também levanta a teoria realizada por alguns filósofos e adoradores de teorias conspiratórias; teoria esta que diz que a raça humana só se uniria frente à uma ameaça global.

Em contrapartida, há uma provocação necessária que o livro revela com a permanência da corrupção. Mesmo unidos, se uma situação dessas acontecesse, alguns países tentariam tirar proveito do poder unificado para aumentar ou conquistar sua supremacia. Ou seja, uma ameaça externa talvez permitisse uma repolarização internacional.

“É muito mais fácil para nós controlarmos um único país de direita do que vários países esquerdistas. Por isso apoiamos a criação de um único estado maior aí nas suas Américas. Essa é a razão dos Estados Aliados do Sul existirem”

Todavia, o mais interessante é a discussão subliminar que permeia todas as palavras do livro. O ser humano, desde seu aparecimento na Terra, teve que lidar com o desconhecido. Hoje, ele vive como se já tivesse desbravado os mistérios mais importantes, devido à tecnologia.

Contudo, o livro nos lembra que isso é fachada. Existe muita coisa que a gente desconhece e quanto mais dermos atenção a isso, mais estaremos preparados para enfrentar ameaças externas, se e quando ocorrerem. Ou seja, o ser humano está em constante evolução.

“Eles estão em busca de sua evolução final. Para sobrevivermos, também precisamos evoluir”

Essa crítica fica clara quando os homens tem acesso à tecnologia alienígena vista em Armacell. O título do livro também nomeia um asteroide que caiu na Terra antes da chegada do extraterrestre. Ele é a fonte dos recursos que os humanos utilizam para enfrentar a nova raça, trazendo outra máxima, a de combater fogo com fogo.

A fusão de recursos humanos com o extraterrestre evolui para uma provocação ainda maior, pois o autor torna essa aproximação mais íntima. As duas raças poderiam convergir para formar um ser diferente? Ao mesmo tempo que esta questão abrilhanta o livro, também nos assusta, porque é natural temermos o desconhecido.

“Duas consciências sim. Dois seres vivos, nem tanto. Essa raça de alienígenas é uma forma de vida fantasma. Etérea. Não possuem forma física”

Armacell é uma eletrizante história que nos lembra o tempo todo que não estamos sozinhos no universo.

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